"Porque alguém não o ama como você gostaria não significa que ela não te ame com tudo o que pode!"
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sexta-feira, 7 de outubro de 2016
Carta ao meu amor
Eu já passei da fase de idealizar alguém, de criar histórias, mas confesso que hoje eu senti saudade. Não é saudade de momentos que guardo na memória, é dos que eu ainda não vivi. Hoje eu gostaria que você estivesse aqui pra gente ter uma conversa, tomar algo juntos e pra eu te falar das vezes que confundi você, das fases que achei que você nem existia, você que talvez eu ainda não saiba o nome, ou o número de telefone, mas se eu o já souber, esperarei estar pronto.
Queria te dizer que eu vivo bem sem você, aprendi a ser sozinha, adoro essa sensação de não ter que dar explicações pra ninguém nunca, mas que as vezes gostaria que me ligasse pra perguntar como foi meu dia. Eu escrevi para dizer que caso você exista, você me fará muito bem, por que eu tenho certeza que virá com tanto que somado ao meu muito irá transbordar.
Sei que será a pessoa para eu desmoronar quando o vento for forte, que me mostrará diversos caminhos, diferentes atalhos, novos pensamentos e que ficará quando todo o resto for embora. Que ira comigo aos domingos a igreja e se sentira orgulhoso de estar segurando minhas mãos ao ir visitar o pai. E é por isso que sinto sua falta. Por que sei que não importa quanto tempo você demore, eu sei que um dia irá ler esse texto comigo, perceber que também sentiu essa saudade e dizer : Meu amor, não se preocupe, nós temos o resto da vida para matá-lá.
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
Não espera...
Confessa que você pouco se importa com os deuses do Olimpo e seus superpoderes, mas fica paralisado toda vez que ela assume aquele ar autoritário pra falar sobre mitologia grega. Deixa esse medo bobo e conta logo que você quer apresentá-la à sua família. Avisa que ela vai adorar o tio Cássio, ter que folhear álbuns de fotografia com sua mãe e forçar uma simpatia com gatos pra conquistar a irmã caçula. Não espera ela ir embora pra dizer o quanto ela é bonita. Sabe aquelas noites em que ela usa um vestido justo e pinta os lábios de vermelho? Esse é o momento ideal. Ainda que você fique encantado mesmo quando ela está com o cabelo preso e um blusão de propaganda, soltando algum palavrão enquanto checa o e-mail. É que ela nunca vai admitir, mas aquela arrumação toda foi só pra você. E – acredite – ela faz questão de cuidar de inúmeros minúsculos detalhes, mesmo sabendo que dificilmente você irá percebê-los. Ela nem vai reparar nos olhares de cobiça dos outros rapazes ao sair de casa. É que quando ela está de mãos dadas contigo, todo o resto perde o interesse (e quando não está, dizem que ela passa o tempo todo desejando a sua presença). Basta um olhar um pouco demorado pra qualquer um adivinhar que ela é sua. Não espera ela ir pra enxergar também.
Não espera ela ir embora pra perceber que ela precisa de cuidados. É que essa máscara de mulher de ferro é apenas um esconderijo bem forjado para guardar um coração bobo de menina. E ele vai se apaixonar novamente toda vez que receber uma ligação inesperada, uma surpresa sem rastos, um beijo sem aviso. Ela vai lembrar as declarações mais bonitas que já ouviu, mas também não vai esquecer aquilo que magoou. Aprende a respirar fundo e lapidar as palavras antes de dizê-las. Mesmo nos desentendimentos, você não vai querer arrancar-lhe uma lágrima por conta dessa insensibilidade. Porque quando isso acontecer, ela vai achar que você é mais um igual a todos os outros.
Não deixa ela ir embora, porque ela é dessas que quando decide partir, não olha pra trás. Não vai adiantar mandar flores ou cartas, fazer promessas ou loucuras, falar sobre amor e mudanças. Ela sabe que não é fácil, mas já conhece o caminho de cor.
Não deixa ela ir embora pra conhecer o vazio que a vida fica sem ela. Você sabe que lá fora há muitas outras bem parecidas. Algumas até mais atraentes, talvez. Mas sabe também que nenhuma outra pele tem o toque dela, e é em seus lábios que você sente o sabor doce de estar em casa. Você bem sabe que poderia esquecer tudo isso por uma noite e se aventurar nos braços de outra qualquer. Seria bom, com certeza. Mas no outro dia você não iria despertar com súplicas infantis de quem acordou muito cedo e está entediada esperando você abrir os olhos, para iniciar as brincadeiras tolas por debaixo do cobertor que fazem o dia começar com as gargalhadas mais altas de todo o bairro. Não haveria vontade de ficar abraçado durante o resto do dia. Nem de criar um laço que nunca desatasse em despedida.
Então, não espera ela ir embora pra finalmente dizer que quer vê-la ficar. E que aquela cerveja na geladeira é apenas mais um motivo pra convencê-la. E que acha sexy vê-la andando pela casa vestida apenas com a camisa do seu time, mesmo sabendo que ela não entende nada de futebol. Diz a ela que pode usar as suas meias e o espaço vazio na prateleira do banheiro. E que não se incomoda com o seu desinteresse em assistir a documentários sobre ciência moderna, pois ela fica muito bem dividindo a outra poltrona com um imenso volume de ficção estrangeira. Antes de subirem os créditos, pega ela desprevenida com um abraço. Coloca no lugar os seus óculos, que a essa altura já devem ter deslizado para a ponta do nariz. E antes que ela volte a falar sobre Hermes e Dionísio, pergunta se em algum lugar daquele livro já contaram a história de que esse personagem chamado amor costuma aparecer tão poucas vezes nas tramas da vida. E faz ela ler em teus olhos que amor não deixa ir embora. Amor abraça e sempre pede um pouco mais, porque conhece a diferença que cabe em cada minuto. Amor faz valer a pena todo risco e resto. Amor cuida e cede. Amor pede. Amor fica.
quinta-feira, 3 de julho de 2014
Um mundo de Expectativas e Frustracoes
Pensei em caminhos, descaminhos, escolhas. Pensei em quantas vezes culpamos o destino, o universo, Murphy e o karma por uma realidade diferente da que a gente esperava. Em quantos milhões de desculpas arrumamos para o comportamento divergente do outro e para tantas atitudes (ou falta delas) para silenciar a dor e a ansiedade que alimentamos em silêncio. Queremos encontrar culpados para um crime que nós mesmos cometemos. Nem karma, nem Murphy, nem uma força maior somada a um infortúnio de coincidências e mal entendidos...
Clichê, mas a vida é mesmo um grande rio sinuoso, em constante movimento. Nós, somos apenas bons navegantes que temos a sorte de poder escolher a direção, a velocidade e a bagagem que levaremos pelo caminho, que nos instiga a correr o risco do inesperado correnteza afora, ou nos intimida através do medo, limitando nossa trajetória ás margens próximas onde supostamente existe segurança. Se arriscar, significa aceitar o que o rio tem a oferecer de peito aberto, com a consciência tranquila que nada que a correnteza traz é ao acaso. É acima de tudo, saber respeitar os momentos de cheia e seca que a natureza impõe, sabendo que tudo na vida são fases, com estações passageiras feitas para o corpo d’água se recompor e seguir inteiro, sem fragmentos de viagens passadas, pronto para novas turbulências.
Pensei em perspectivas. Aquilo que a gente inventa, sem deixar que simplesmente seja. Pensei no tamanho e na fluidez da bagagem que muitas vezes levamos no nosso pequenino barquinho, na “malinha” cheia de expectativas, frustrações e dores. Cacos e peças desconexas que não fazem mais parte do quebra cabeça do presente e que deveríamos ter deixado para trás, liberando espaço para uma bagagem, de fato, enriquecedora. Afinal de contas bagagem que guarda tristeza e sofrimento, pesa e a gente só abre pra quem demonstra reciprocidade. Quanto mais leve a mala, mais fluido o barco desliza pelo rio. Calmo, natural, como tem que ser.
Penso sobre passado, presente e futuro. Penso sobre amor e toda sua eternidade no breve espaço de um segundo. E finalmente entendi, que expectativa gera frustração sim. Preparo exige calma e tempo. Construir vontades também. Porque ir devagar, na maioria das vezes é muito mais rápido.
Encostada ali no parapeito, vendo o sol deixar esse lado do mundo para poder iluminar os dias daqueles que estão tão distantes, observando os barcos passando pelo rio, os passarinhos buscando seus ninhos, me dei conta de que no fundo eu e o resto do mundo só queremos um lugar pra voltar.
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Nada a Perder
Ter medo de seguir seus próprios impulsos é desistir de todas as oportunidades que a vida te oferece diariamente. É fechar os olhos para a soma de acasos (já muito difícil de enxergar a olho nu) que traz, bem diante do seu nariz, chances únicas de escrever novos e excitantes capítulos na sua história.
É preciso ter bom-senso? Sim. Mas é ainda mais necessário parar de achar que o mundo é um tabuleiro de xadrez e que tudo precisa ser planejado.
Respire fundo. Liberte-se de todas as premissas que foram empurradas goela abaixo. Seja a pessoa com “nada a perder” porque, no final da vida, você terá sido aquele que mais ganhou. Viva hoje como se não houvesse amanhã para que todos seus amanhãs sejam, sem meias-palavras, um baita tesão.
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Coisas que a vida ensina depois dos 30
- Amor não se implora, não se pede, não se espera.
- Voce somente será feliz no dia em que, conseguir apreciar sua própria companhia.
- Ciúme é um sentimento inútil. Não torna ninguém fiel a você, e as vezes até tem o efeito contrario!
- Por mais que você queira que alguém mude, você querer, não muda o fato de que as pessoas somente mudam quando lhes convém e que nem sempre mudam de verdade, somente agem de forma diferente até conseguirem o que querem.
- Animais sao anjos disfarçados, mandados a terra por Deus para mostrar ao homem como amar!
- Crianças aprendem com aquilo que voce faz ou deixa ela fazer, e não com o que voce pede que faca.
- Pessoas que falam dos outros pra voce, vão falar de voce para os outros.
- Perdoar nos torna mais jovens.
- Deus inventou o choro para o homem não enfartar.
- Não existe comida ruim, existe comida mal temperada.
- A criatividade e talento caminham junto com a falta de grana.
- Ser autentico é muito melhor do que ser político.
- Ninguem e 100% certo ou 100% errado, tudo depende do ponto de vista.
- Amigos de verdade vão rir se você levar um tombo, mas serão os primeiros a estender a mão para te levantar.
- Nao descobri nada melhor no mundo do que dividir um pote de sorvete, garrafa de vinho e passar bons momentos com amigos verdadeiros.
- Há poesia em toda e qualquer criação divina.
- Uma mente aberta enxerga as cores da musica, e ouve os sons da beleza.
- A boa musica une as pessoas, cura coracoes e nao degrada o ser humano.
- Obrigado, desculpa, por favor sao palavras magicas, chaves que abrem muitas portas.
- Nunca deixe que uma qualquer pessoa seja estúpida, grite ou te agrida de qualquer maneira, reaja, mostre insatisfação, pois quem faz uma vez e vê que não houve consequências, se encontra no direito de fazer outras.
- As coisa mais gostosa, sensual e excitante que ja inventaram foi o toque, use sem moderacao.
- Perdoe, mas não esqueça! Assim evitara que aconteça novamente.
- Esquecer não significa ignorar chamadas telefônicas, evitar reencontros casuais. Esquecer é quando você atende a ligação e sua voz não falha e seu coração não sai pela boca, quando reencontros casuais não mais fazem suas pernas bambearem.
- A melhor maneira de ser feliz é fazer o que quer, não deixe que ninguém interfira nas suas escolhas.
- E o mais importante: não abdique de sua felicidade para fazer alguém feliz, essa pessoa não fará o mesmo por você!
sábado, 9 de março de 2013
Uma Vida Interessante
"E, se eu lhe disser que estou com medo de ser feliz pra sempre?"
É uma pergunta que muita gente tem medo de se fazer. "Ser feliz", no contexto em que foi exposto, significa o cumprimento das metas tradicionais: ter um bom emprego, ganhar algum dinheiro, ser casado e ter filhos.
Isso traz felicidade? Claro que traz. Saber que "chegamos lá" sempre é uma fonte de tranqüilidade e segurança. Conseguimos nos enquadrar, como era o esperado. A vida tal qual manda o figurino. Um delicioso feijão-com-arroz. Mas e ai Jose? O que se faz com nossas outras ambições?
Não por acaso a biografia de Danuza Leão fez sucesso. Ali estava a história de uma mulher que não correu atrás de uma vida feliz, mas de uma vida intensa, com todos os preços a pagar por ela. A maioria das pessoas lê esse tipo de relato como se fosse ficção. Era uma vez uma mulher charmosa que foi modelo internacional, casou com jornalistas respeitados, era amiga de intelectuais, vivia na noite carioca e, por tudo isso, deu a sorte de viver uma vida interessante. Deu sorte?
Alguma, mas nada teria acontecido se ela não tivesse tido peito. E ela sempre teve. Ao menos, metaforicamente.
Pessoas com vidas interessantes não têm fricote. Elas trocam de cidade. Investem em projetos sem garantia. Interessam-se por gente que é o oposto delas. Pedem demissão sem ter outro emprego em vista. Aceitam um convite para fazer o que nunca fizeram. Estão dispostas a mudar de cor preferida, de prato predileto. Começam do zero inúmeras vezes. Não se assustam com a passagem do tempo. Sobem no palco, tosam o cabelo, fazem loucuras por amor, compram passagens só de ida.
Para os rotuladores de plantão, um bando de inconseqüentes. Ou artistas, o que dá no mesmo. Ter uma vida interessante não é prerrogativa de uma classe. É acessível a médicos, donas de casa, operadores de telemarketing, professoras, fiscais da Receita, ascensoristas.
Gente que assimilou bem as regras do jogo (trabalhar, casar, ter filhos, morrer e ir pró céu), mas que, a exemplo de Groucho Marx, desconfia dos clubes que lhe aceitam como sócia. Qual é a relevância do que nos é perguntado numa ficha de inscrição, num cadastro para avaliar quem somos? Nome, endereço, estado civil, RG, CPF. Aprovado.
Bem-vindo ao mundo feliz.
Uma vida interessante é menos burocrática, mas exige muito mais.
Por Martha Medeiros
Adaptado por Paola Sabbado
Amor "Quase" Perfeito
Eles passaram os últimos cento e quarenta minutos se desencontrando, se apaixonando e se machucando bem em frente aos seus olhos.
Ele, o típico danificado emocional,
recusa-se a se entregar a toda e qualquer forma de envolvimento. Ela,
moderna e articulada, levanta a bandeira da independência ao mesmo tempo
em que tenta enterrar dentro de si seus desejos por um companheiro
romântico e apaixonado.
Essa poderia muito bem ser a sua
história, mas é mais uma dessas comedias românticas de Hollywood. E
o que provavelmente difere a ficção da realidade é que, um pouco antes
dos créditos subirem e as luzes se acenderem no cinema, o mocinho lá na
telona parou um avião que partia para o Alasca levando consigo o que ele
acabara de descobrir ser o grande amor de sua vida. Ou então ele
organizou um flashmob em plena Times Square para dizer o quanto ela
significa para ele. Ou ela resolveu invadir a festa de noivado do irmão
dele para dizer o quanto ele é burro por desperdiçar a chance de
encontrar o amor verdadeiro. E lá mesmo eles se casaram.
Mas o filme acabou aí. E o que ficou
depois na sua cabeça foi aquela perguntinha inconveniente: “será que um
dia isso pode acontecer comigo?”
Oi, Hello!? Mas é óbvio que NÃO!
O filme acabou ali justamente porque a realidade dos dias que se seguiram foi real demais para servir como entretenimento. Eles tiveram que pagar contas (e uma multa ao estado por parar o avião do Alasca), deixaram de frequentar restaurantes legais porque precisaram alugar um apartamento de 40 m2 que levou metade de seus salários. Ela se frustrou porque nunca mais recebeu uma declaração de amor. O irmão dele nunca a perdoou pela invasão na festa de noivado.
Oi, Hello!? Mas é óbvio que NÃO!
O filme acabou ali justamente porque a realidade dos dias que se seguiram foi real demais para servir como entretenimento. Eles tiveram que pagar contas (e uma multa ao estado por parar o avião do Alasca), deixaram de frequentar restaurantes legais porque precisaram alugar um apartamento de 40 m2 que levou metade de seus salários. Ela se frustrou porque nunca mais recebeu uma declaração de amor. O irmão dele nunca a perdoou pela invasão na festa de noivado.
A realidade pode ser dura demais para
caber num filme romântico, assim como o romantismo exagerado de
Hollywood pode ser insustentável a médio e a longo prazo na vida real.
Eu costumo dizer que Hollywood fode a vida da gente desde sempre. Nos
deixamos levar pela visão distorcida de que o amor precisa de
manifestações mirabolantes para valer a pena e de que tudo deu certo no
fim quando, na verdade, ainda nem tinha começado.
Minha avó dizia que você precisa comer pelo menos 1
kg de sal juntos para conhecer seu companheiro, e mesmo assim ainda tera muuuito para conhecer, e pode dizer que o conhece quando souber quantos grãos de arroz ele coloca em seu prato. Já eu acho que fazer uma
viagem longa de carro com a outra pessoa pode ter o mesmo efeito sem
prejudicar sua pressão arterial.
Se durante uma viagem de oito horas você não se incomodar com aquele hábito angustiante que ele tem de balançar as pernas sem descanso, se a preocupação demasiada dela em não deixar-lhe o vento bagunçar o cabelo passar despercebida e se vocês tiverem assunto para conversar e driblar aquele clima de elevador, considerem-se vencedores de uma importante prova de fogo: a da convivência forçada.
Se durante uma viagem de oito horas você não se incomodar com aquele hábito angustiante que ele tem de balançar as pernas sem descanso, se a preocupação demasiada dela em não deixar-lhe o vento bagunçar o cabelo passar despercebida e se vocês tiverem assunto para conversar e driblar aquele clima de elevador, considerem-se vencedores de uma importante prova de fogo: a da convivência forçada.
Não sou uma pessoa amarga e passo muito,
muito longe da razão e da inteligência emocional quando estou
apaixonada. Amo os filmes “de mulherzinha”, e foram eles que me
ensinaram a sair do cinema imaginando a continuação daquelas histórias
mirabolantes como forma de buscar o equilíbrio que faltou até ali. E é
justamente disso que o mundo precisa: equilíbrio, minha gente!
Provavelmente você vai ganhar conchinha essa noite, mas a sua primeira vez com ele foi caindo de bêbada e você nem lembra se gozou. Se o pedido de namoro chegou acompanhado de flores, não se frustre se nunca mais as receber. Ele pode nunca tê-la pedido em namoro, mas a apresentou para os pais dele como a mulher da sua vida. E assim, apoiados no equilíbrio, a gente aprende a ser mais felizes quando tudo realmente começa.
Ahhh e não se esqueça: não existem finais felizes, existe sim um monte de bons momentos que valem a pena serem relembrados. Não existe principe encantado, mas sim Ogros que podem sim te fazerem uma princesa ;)
Provavelmente você vai ganhar conchinha essa noite, mas a sua primeira vez com ele foi caindo de bêbada e você nem lembra se gozou. Se o pedido de namoro chegou acompanhado de flores, não se frustre se nunca mais as receber. Ele pode nunca tê-la pedido em namoro, mas a apresentou para os pais dele como a mulher da sua vida. E assim, apoiados no equilíbrio, a gente aprende a ser mais felizes quando tudo realmente começa.
Ahhh e não se esqueça: não existem finais felizes, existe sim um monte de bons momentos que valem a pena serem relembrados. Não existe principe encantado, mas sim Ogros que podem sim te fazerem uma princesa ;)
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
De repente 30
"Você começa a se dar conta de que seu círculo de amigos é menor do que há alguns anos. Dá-se conta de que é cada vez mais difícil vê-los e organizar horários por diferentes questões: trabalho, estudo, namorado(a), marido ou esposa etc. E cada vez desfruta mais dessa "Cervejinha" que serve como desculpa para conversar um pouco.
As multidões já não são ‘tão divertidas’, às vezes até lhe incomodam. Mas começa a se dar conta de que enquanto alguns eram verdadeiros amigos, outros não eram tão especiais depois de tudo. Você começa a perceber que algumas pessoas são egoístas e que, talvez, esses amigos que você acreditava serem próximos não são exatamente as melhores pessoas. Ri com mais vontade, mas chora com menos lágrimas e mais dor. Partem seu coração e você se pergunta como essa pessoa que amou tanto, pôde lhe fazer tanto mal. Parece que todos que você conhece estão namorando há anos e alguns casados, com filhos e isso assusta!
Sair três vezes por final de semana lhe deixa esgotado e significa muito dinheiro para seu pequeno salário. Olha para o seu trabalho e, talvez, não esteja nem perto do que pensava que estaria fazendo. Ou, talvez, esteja procurando algum trabalho e pensa que tem que começar de baixo e isso lhe dá um pouco de medo.
Suas opiniões se tornam mais fortes. Vê o que os outros estão fazendo e se encontra julgando um pouco mais do que o normal, porque, de repente, você tem certos laços em sua vida e adiciona coisas a sua lista do que é aceitável e do que não é. Às vezes, você se sente genial e invencível, outras… Apenas com medo e confuso.
De repente, você trata de se obstinar ao passado, mas se dá conta de que o passado se distancia mais e que não há outra opção a não ser continuar avançando. Você se preocupa com o futuro, empréstimos, dinheiro… E com construir uma vida para você. E enquanto ganhar a carreira seria grandioso, você não queria estar competindo nela.
O que, talvez, você não se dê conta, é que todos que estamos lendo esse texto nos identificamos com ele. Todos nós que temos ‘vinte e tantos ou ja chegamos nos "Inta" gostaríamos de voltar aos 15-16 algumas vezes. Parece ser um lugar instável, um caminho de passagem, uma bagunça na cabeça…
Mas TODOS dizem que é a melhor época de nossas vidas e não temos que deixar de aproveitá-la por causa dos nossos medos… Dizem que esses tempos são o cimento do nosso futuro. Parece que foi ontem que tínhamos 16…
Então, amanha teremos 30 - 40?!?! Assim tão rápido?!?"
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
A Mudança
![]() |
| Quando você parar de tentar mudar os outros e trabalhar em mudar a si mesmo, seu mundo muda para melhor. - Autor desconhecido |
Há certos relacionamentos que não queremos acabar, nós só queremos que eles melhorem. Às vezes pode parecer que isso só acontecerá se alguém começar a agir de forma diferente - com mais bondade, respeito, compaixão, compreensão, ou consideração.
Anos atrás, uma terapeuta disse-me que não se pode nunca mudar as outras pessoas, só podemos mudar a forma como reagimos a elas. Na época, eu achei isso incrivelmente frustrante, porque eu não sabia o que eu poderia fazer. Eu só sabia que queria ser tratada melhor porque eu estava cansada de me sentir mal.
Mas o que fazemos? respondemos com mais calma, ou tentamos ver as coisas de forma diferente, mas nós ainda nos encontramos nos machucando? Às vezes a gente não quer fechar completamente a porta, com um membro da família, por exemplo, nós apenas não sabemos como mantê-la aberta sem nos abrirmos à dor.
Eu aprendi que mudar a nossa atitude para com as pessoas significa mudar a forma como se envolver com eles. Pode significar ver alguém com menos freqüência, ou evitar determinados temas, ou saber quando mudar de assunto. Pode ser recusando-se a se sentir culpado ou na defensiva, levando as coisas menos pro lado pessoal, ou ser o modelo do tipo de comportamento que gostaria de ver neles. Também pode significar aceitar que nem todos os relacionamentos precisam estar próximos e íntimos.
Tanto quanto podemos querer alguém para preencher um determinado papel em nossas vidas, eles têm de querer fazê-lo. E se eles não o fizerem, é o nosso trabalho de reconhecer, assim nós não causamos a nós mesmos Stress, tentando encaixar um pino quadrado em um buraco redondo.
Pouco neste mundo é mais doloroso do que querer estar perto de alguém, mas sabendo que é uma receita para o desastre. É mais difícil quando pensamos que poderia ser tão simples se essa pessoa só percebesse o quanto nós nos importamos e tentar, mesmo um pouco, para retribuir como nós merecemos. Reconhecer que geralmente não mudamos quando outras pessoas nos forçam a fazer isso, nós mudamos quando percebemos o que podemos perder se não o fizermos, e reconhecer que o desconforto de fazer as coisas de forma diferente é melhor do que a dor dessa perda.
Nós não podemos forçar alguém fazer um esforço, mas podemos tomar decisões inteligentes para o nosso próprio bem-estar. Isto poderia inspirar alguém para mudar, mas não pode. De qualquer maneira, temos que honrar o relacionamento mais importante em nossas vidas: o que temos com nós mesmos.
sábado, 1 de setembro de 2012
Então somos adultos???
Então somos adultos.
Quando isso aconteceu?!?
Todo esse negócio de ser grande e feliz...
Como podemos parar?
E até hoje, eu acredito que, na maior parte do tempo, o amor é uma questão de escolhas. É uma questão de tirar os venenos e as adagas da frente e criar o seu próprio final feliz. O amor é uma palavra de 4 letras que quer dizer: "Eis meu coração e minha alma, favor moê-los, fazer deles um hamburguer e bom apetite!
Na maior parte das vezes, aquilo que você mais quer é aquela coisa que você não pode ter. O amor as vezes nos parte o coração, nos esgota. O amor pode ferrar com tua vida. E por mais duro que seja querer muito uma coisa, as pessoas que sofrem mais são aquelas que sequer sabem o que querem.
As vezes você nem sabe que algo mudou. Acha que você é você, e sua vida ainda é sua vida, mas você acorda um dia e olha ao seu redor e não reconhece mais nada.. n a d a mesmo!
Acontece, às vezes você tem que fazer a coisa errada. Às vezes você tem que fazer um grande erro para descobrir como fazer as coisas direito. Os erros são dolorosos, mas eles são a única maneira de descobrir quem você realmente é.
Não se pergunte por que as pessoas enlouquecem. Se pergunte por que não enlouquecem. Diante do que podemos perder num dia, num instante. Se pergunte que diabos é isso que nos faz manter a razão.
Não importa se somos fortes, traumas sempre deixam uma cicatriz. Seguem-nos até nossas casas, mudam nossas vidas. Traumas derrubam a todos, mas talvez essa seja a razão. Toda a dor, o medo, as idiotices. Talvez viver isso é que nos faz seguir adiante, é o que nos impulsiona. Talvez precisamos cair um pouco para levantar novamente
Mesmo quando nossas esperanças fogem da realidade, e nós finalmente temos que nos render à verdade, isso só significa que perdemos a batalha de hoje. Não a guerra de amanhã.
O único lado bom da queda livre é dar, a quem nos ama, a chance de nos pegar no colo.
segunda-feira, 30 de julho de 2012
As dores da vida
Quantas vezes nos pegamos tão preocupados com alguém que amamos, ao ponto de nos deixarmos até nos distrair das nossas proprias vidas, tentando pensar em uma maneira de ajudar. Só que muitas dessas vezes não paramos para nos perguntar o quanto essa pessoa quer ser ajudada!? Na maior parte das vezes, essas pessoas se veem tão perdidas dentro de si mesmo, alimentando seu proprio monstro interno.
Somos os únicos responsáveis pelos nossos prazeres e pelas nossas dores. Cada um cria seus monstros e tem de aprender a lidar com eles. Acontece que às vezes reconhecemos os monstros dos outros e queremos alertá-los.
Acreditamos que de alguma forma seremos ouvidos, porém quando alguem esta doente e inconcientemente não quer se tratar, nada fara isso mudar. Não podemos fazer como nossa mãe fazia conosco quando eramos crianças e abrir a boca para enfiar o remédio guela abaixo...
Queremos gritar, brigar, queremos livrá-los do problema, queremos dar respostas que pra gente são muitas vezes óbvias, porque é difícil demais se sentir impotente diante do sofrimento de alguém que você carrega no peito. Mas no Final de tudo:
O fato é que é impossível curar alguém que não quer ser curado."
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